quarta-feira, 29 de outubro de 2008

canto de amigos

tátá antónio
Decóro palavras aqui recorte a recorte e saio da quinta marejado rosto
inconsolável medo, perdido medonho de acenar o gesto.
Amar os amigos é amar-nos a nós solitários vazios repletos de aranhas num espaço sem moscas. Regresso ao sul à procura do gesto do adeus breve e ao entrar em casa um estranho sabor paira no ar.
Fecho-me no quarto e das quatro paredes só as ervas cheirosas de rosmaninho urze e alfazema abraçam a ternura do meu sono precisado.
Assim me chego aos abraços despojada de todos aguardando a passagem para o dia novo.

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