(barbara)
Descubro sozinha o espaço vazio deixado no ar e mergulho na cama atapetadp lençol para sonhar com a nuvem que não dissipa maus estares da guerra dentro do abrigo.
espero aqui que se desate a besta infestada de passados males, mas repousa cobarde aquietada no azul mentindo da festa os dizeres de outrora.
Esquecida repouso sem ousar mais espadas e num abraço a memória retoma meu sono de previsto cansaço para continuar a vida em cima dos passos que caminhos andados tornaram calosos, exaustos e poucos, e poder esquecer para recomeçar outra estrada de rosto erguido sem mágoas ou medos.
Juro sobre a minha alma que arquitectei outros dias para acabar a festa.
No meio do sonho entre promessas profundas mergulhei no mar da revoltada maré.
Mas agora é que era. A besta saía de olhos mansos para anunciar a guerra, e bramia as espadas, as facas e as cordas, vestindo de corça sua roupagem sem nexo.
E tão simplesmente, duma assentada, acabava com o sonho, acabava com a vida.
As lutas cessaram borradas de anil e o azul do céu ficou para sempre ecoando no tecto.
Agora fico à espera de relatos anunciados.
domingo, 28 de dezembro de 2008
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