(joão)
Aparecem de novo mas são outros nos panos, por de baixo da pele e entre os dias.
De quinas partidas se ajeita João ao redondo dos dias. Seu olhar distingue o repouso breve da palavra calada.
Mas é no deserto imenso que chameia de gritos o desejo contido de devolver volumes em abraços não dados.
Outrora gestos eram de quem os queria e sobravam na tarde os arremessos distantes de paralelos sentidos.
Ocupo na máquina o passar dos dias e na parede revejo os reflexos da rua.
Relembro joão com seu sorriso largo que me abraçou no fax com um universo novo
acreditando que a força é o mais forte dos homens
e só o sol o deslumbra na cidade do gelo.
De vergonha calo a promessa da carta pois não sei que dizer da verdade guardada que insiste em mentir sobre a fábula do mosquito:
Quem com ferro mata com ferro morre.
E com picada?
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
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